Ações do Projeto Renascendo promovem disseminação de boas práticas de convivência com o semiárido e reflorestamento de nascentes

O Projeto Renascendo finaliza as atividades dos Dias de Campo, com disseminação de tecnologias de convivência com o semiárido e reflorestamento das matas ciliares, com plantio de mais de 300 mudas. As ações do projeto são executadas pelo Instituto Palmas, e contam com o patrocínio da Petrobras

Nos Dias de Campo foram realizadas atividades práticas nas comunidades participantes do Projeto Renascendo, com ações de reflorestamento de matas ciliares, apresentação das tecnologias de convivência com o semiárido e caminhada ecológica, além da formação de 155 multiplicadores em boas práticas ambientais, tendo como público as comunidades participantes, escolas locais e parceiros do projeto.

Tecnologia Solo-cimento de recuperação de nascentes e saneamento ecológico. Foto: André Souza

Ao todo, foram realizados 6 encontros dos Dias de Campo, entre os meses de julho e agosto. Foi possível conhecer de perto tecnologias como a Solo-cimento de proteção de nascentes, a Barragem Base Zero – BBZ, para recuperação de áreas degradas e em processo de desertificação,  além do reflorestamento das áreas das nascentes. Segundo o coordenador técnico, Pablo Vieira Tomás, foram plantadas mais de 300 mudas de espécies nativas, entre elas: Caraibeira, Ipê-roxo, Trapiá, Juazeiro, Aroeira do Sertão, Jurema, Pau-ferro, Angico de Caroço, Angico-monjolo, Barriguda, Umbu e Imburana de Cheiro.

Crianças e jovens, estudantes das comunidades escolares das nascentes recuperadas participam dos Dias de Campo. Foto: André Souza

Os encontros contaram com a participação de professores, crianças e jovens das comunidades escolares locais,  “muito importante esse encontro porque eles já estão vendo isso desde pequenos, do que é sujeira e do que é limpeza, de não jogar coisas ali dentro da nascente, eles tem que aprender a limpeza e a não desmatar”, ressaltou Neide Nunes Rodrigues, uma das proprietárias das terras das nascentes recuperadas no Sítio Olho D´aguinha, em Tacaratu/PE.

Apresentação da Barragem Base Zero – BBZ, tecnologia de recuperação de áreas degradas e em processo de desertificação. Foto: André Souza

A iniciativa contou com as parcerias técnicas do Projeto OPARÁ: Águas do São Francisco, realizado pela Sociedade Socioambiental do Baixo São Francisco Canoa de Tolda e Universidade Federal de Sergipe (UFS), atuando na recuperação de áreas degradadas da Caatinga, da Bacia hidrográfica do Rio São Francisco; do Prof. Ulysses Cortez, biólogo e mestre em Ecologia, professor aposentado da UFAL – Universidade Federal de Alagoas, que desenvolve pesquisa sobre o Ouricuri; e da gerente de vigilância em Saúde Ambiental, Dra. Maria Elisabeth Vieira da Rocha, representando a Secretaria de Estado de Saúde de Alagoas – SESAU/AL, que tratou dos cuidados com a qualidade da água.As ações do projeto são executadas pelo Instituto Palmas, e contam com o patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental e Governo Federal. Com o apoio da SEMARH – Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Alagoas, da SESAU – Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas e do Colegiado Territorial do Alto Sertão de Alagoas, além da parceria com as prefeituras municipais de Água Branca/AL, Mata Grande/AL, Canapi/AL, Inhapi/AL, Pariconha/AL e Tacaratu/PE. 

Projeto Renascendo promove práticas sustentáveis de convivência com o semiárido em Dias de Campo

Ações do projeto são executadas pelo Instituto Palmas, e contam com o patrocínio da Petrobras,através da articulação da Rede de Educação Ambiental, da implantação de tecnologias de recuperação de nascentes e boas práticas de convivência com o semiárido

Os Dias de Campo são atividades vivenciadas nas comunidades, com práticas relacionadas às tecnologias sustentáveis utilizadas pelo Projeto Renascendo, como:  barramentos de enxurrada, técnica solo-cimento de proteção de nascentes e reflorestamentos. As vivências acontecem nos municípios participantes, durante os meses de julho e agosto: Pariconha/AL (16/07), Água Branca/AL (17/07), Canapi/AL (19/08), Tacaratu/PE (12/08), Mata Grande/AL (22/08) e Inhapi/AL (23/08).

Oficinas para disseminação de práticas sustentáveis, como a tecnologia Solo-cimento de recuperação de nascentes e saneamento ecológico. Foto: André Souza

O objetivo é que os/as multiplicadores/as vivenciem os bioprocessos do bioma caatinga, aprendam as técnicas e tenham uma visão sistêmica de como elas se articulam para contribuir com a segurança hídrica e ambiental no sertão. Para Ana Cristina Accioly, assessora de educação ambiental, “pretende-se que estes Dias de Campo agreguem vivências e conhecimentos que possam inspirar e qualificar ainda mais as ações de sustentabilidade dos/as multiplicadores/as, que levarão estes conhecimentos para as comunidades”. 

O Renascendo atua diretamente na formação de 150 multiplicadores ambientais, que compõem a Rede Renascendo de Educação Ambiental, “são os multiplicadores que protagonizam as ações de educação ambiental, envolvendo mais sujeitos e articulando parcerias. Os Dias de Campo são parte do itinerário pedagógico de formação destes/as multiplicadores/as”, afirma Ana Accioly. 

Reflorestamento das Matas Ciliares, nascente de Cícero Soares da Cruz, na comunidade Tapera, Território Indígena Pankararu, em Tacaratu/PE.

Ao todo, serão realizados 6 encontros dos Dias de Campo, um em cada município de atuação, com a participação de 15 multiplicadores/as por encontro. A formação contará com as parcerias técnicas do Projeto OPARÁ: Águas do São Francisco, realizado pela Sociedade Socioambiental do Baixo São Francisco Canoa de Tolda e Universidade Federal de Sergipe (UFS), atuando na recuperação de áreas degradadas da Caatinga, da Bacia hidrográfica do Rio São Francisco, no sertão de Sergipe e Alagoas; E do Prof. Ulysses Cortez, biólogo e mestre em Ecologia, professor aposentado da UFAL – Universidade Federal de Alagoas, que desenvolve pesquisa sobre o Ouricuri.

Coleta de água para análise de qualidade com Ecokits e sensibilização ambiental, na comunidade Tapera, Território Indígena Pankararu, em Tacaratu/PE. Foto: Kaedla Menezes

O Projeto Renascendo é realizado pelo Instituto Palmas, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental e Governo Federal. Com o apoio da SEMARH – Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Alagoas, da SESAU – Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas e do Colegiado Territorial do Alto Sertão de Alagoas, além da parceria com as prefeituras municipais de Água Branca, Mata Grande, Canapi, Inhapi, Pariconha e Tacaratu/PE.